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Listamos nesta página alguns dos projetos em execução

Montagem e Anotação Funcional de 2 Biótipos do Fungo Moniliophthora Perniciosa

Montagem do sequenciamento Illumina de 2 biótipos fdo ungo Moniliophthora Perniciosa, predição de genes e protéinas, e anotação funcional dos mesmos.


Coordenado por Eduardo Almeida Costa
Integrantes:
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A produção de commodities e os conflitos com a biodiversidade no estado de Mato Grosso

A produção de commodities, a silvicultura e incêndios são os principais responsáveis pela perda de cobertura florestal em escala global (Curtis et al. 2018). Essas atividades transformam os habitats naturais em paisagens dominadas por atividades humanas que são um mosaico de remanescentes florestais de diferentes tamanhos e formas, inseridos em uma matriz antrópica de diferentes tipos. Uma vez que a agricultura, pastagens e silvicultura substituem as florestas, as populações de muitas espécies são reduzidas ou extirpadas, resultando em paisagens defaunadas que, em cascata, prejudicam tanto os serviços ecossistêmicos quanto o bem-estar humano (Dirzo et al. 2014). As áreas protegidas são as principais ferramentas contra a perda de biodiversidade e também para a contenção do desmatamento, mas somente 15% da área terrestre do planeta está sob proteção (UNEP-WCMC, IUCN, e NGS 2018). Apesar de exemplos de sucesso em escala local, a atual rede de áreas protegidas não será capaz de deter a taxas globais de perda de biodiversidade (Mora e Sale 2011), desta forma, remanescentes florestais em áreas privadas podem desempenhar um importante papel para a conservação. No entanto, a ocupação das paisagens antrópicas por espécies silvestres tem resultado em crescentes conflitos homem-fauna, que atualmente, representam uma significativa ameaça para o manejo e conservação da vida silvestre e também para os modos de vida humano. Em regiões com alto nível de fragmentação e perda de habitat nativo, muitos animais ficam isolados nos remanescentes e os ataques às lavouras são frequentes pois, os cultivares, como a soja e o milho, são mais atrativos para as espécies nativas da fauna porque podem ser mais nutritivas (Sukumar 1990) conter níveis mais baixos de toxinas ou compostos secundários (Osborn e Hill 2005), e possuir menor quantidade de fibras (Hoare 1999) do que as espécies de plantas nativas. Esses ataques reduzem o rendimento das plantações (Abrahams, Peres, e Costa 2018) e ainda elevam os custos de produção com os investimentos em sistemas de proteção e horas extras de trabalho. No Brasil, a falta de uma legislação adequada e de suporte técnico induz vários produtores a tomarem medias extremas de controle por conta própria, de alto custo, baixa efetividade e de consequências desconhecidas tanto para as populações das espécies nativas envolvidas no conflito quanto para o ecossistema. Tais medidas envolvem por exemplo, a construção de cercas elétricas, recrutamento de caçadores, capturas com armadilhas e currais e envenenamento coletivo (Lima et al. 2019). Desta forma a busca por informações sobre os padrões sazonais e espaciais do uso das paisagens agrícolas, a estimativa da abundância e estudos sobre dieta das espécies nativas envolvidas em conflitos com a produção agrícola, bem como as estimativas de custos, e dimensionamento do conflito em diferentes escalas são de extrema importância para subsidiar medidas para minimizar o conflito e aumentar o suporte local para a conservação, principalmente das espécies ameaçadas de extinção Este projeto tem por objetivo identificar as principais espécies de vertebrados envolvidas na invasão de plantios de grãos no estado de Mato grosso e quantificar o prejuízo causado a fim de subsidiar propostas para a mitigação do conflito. Os objetivos específicos são: 1. Inventariar e estimar a abundância das espécies nativas que permanecem nos fragmentos remanescentes 2. Descrever da dieta de T. pecari que habitam regiões dominadas por lavouras 3. Estimar a área de uso das espécies de vertebrados envolvidas na invasão de lavouras; 4. Entender como as espécies se movimentam pela paisagem e selecionam os diferentes tipos de habitats, e como os padrões de movimentação e tamanho da área de uso variam de acordo com: a) cobertura de habitats naturais na paisagem b) sazonalidade da disponibilidade de recursos durante a safra e período do vazio sanitário c) disponibilidade de recursos nos remanescentes florestais; 5. Quantificar os prejuízos causados pela fauna nas lavouras de soja e milho no estado de Mato Grosso; 6. Utilizar mapas preditivos e modelos de distribuição potencial de espécies para identificar e prever áreas críticas de conflito para priorizar medidas de manejo e mitigação; 7. Elaborar material de divulgação para conhecimento e conscientização da população sobre a fauna silvestre